quinta-feira, 9 de julho de 2009

contra regra

A trajetória de um artista é marcada em sua alma e não nas vontades de uma pessoa em o ser. Digo, a trajetória de um louco é marcada em sua alma e não nas vontades de uma pessoa em o ser porque não basta querer ser e sim sê-lo. Quer dizer, a trajetória de alguém é marcada em sua alma não importando qual título ela carregue já que não importa quais são suas pretensões de carreira. A luta será entre três tipos de pessoas, ou mais, explico: as primeiras pessoas se dirão artistas porque possuem a técnica, o dom; as segundas se julgarão artistas porque são livres para se julgarem o que quiserem, defendendo que não existe dom; já as terceiras são os loucos, que podem se considerar artistas somente porque são loucos, assim como podem se considerar qualquer coisa, ou podem considerar que somente os loucos são artistas, porém existirão loucos que não se julgam loucos, que se ofendam com tal definição pelo simples fato de que um louco de verdade nunca admitiria tal fato. Apesar de que, acredito que isso pode ser uma inverdade, pois no caso de ser uma questão de marketing pessoal, por exemplo, quando um cara que não gosta de ser chamado de louco, mas age feito um excêntrico, não por não entender que não é louco, mas por pretender parecer um louco que não admite isso, como também existirão os loucos que de tão loucos não sabem quem eles são. Em verdade vos digo pouco importa quem é louco, só sei que todo eles são bem-vindos à terra do nunca.
Já a palavra artista deveria ter um novo poder conotativo, não estigmatizado ou livre para interpretação. Talvez a palavra louco também. Mas é claro, é apenas minha opinião pessoal, e eu vivo baseada em uma vida microuniversal, com um passado de traumas e conselhos superficiais de pessoas que se julgam profetas da verdade.

sem comentários

Postar um comentário